13 de abril de 2011

Novo endereço, e adeus.

Abandonado.
Visite: lucilamello.wordpress.com

Obg. e bom ano!

23 de setembro de 2010

Morangos Mofados

Volto, de novo sem nenhuma desculpa.
Tem tanta coisa durante o dia, palavras, pessoas, sorrisos e lágrimas que são ótimas coisas ao final para: escrever. O corre-corre deste mundo mutcho louco acaba nos deixando um pouco a mercê de nós mesmos, sem aquele tempinho pra curtir toda a literatura que existe em nós. A gente sai de cena com as roupas rasgadas, bolsos vazios e a mente confusa, sem saber como fomos parar ali exatamente. Tenho escrito menos. A literatura de meus dias perdeu o caráter de microconto, por isso não mais os tantos posts. Virou romance não se capitula em poucos parágrafos, e muitas vezes abandonei em branco o texto, pois olhava, míope, para dentro de mim e nada via senão o imenso acumulado de opiniões, contradições e sentimentos que é pra ser qualquer um.

O título desse post vai ser sempre verdade, morangos mofados são essenciais. Os meus, e os que tenho o privilégio de dividir com Caio Fernando Abreu. A literatura ainda é - e espero que assim seja sempre - o ponto G dos curiosos. Todo dia morangos frescos, curiosidade mórbida e fotossíntese no pátio.
E claro, meus morangos mofados. Nesse caso, relembrar É viver.

24 de maio de 2010

Amadurecência

"A poesia prevalece!


O primeiro senso é a fuga.
Bom…
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada…
Inquilina de todos nossos riscos…
A juventude plena e sem planos… se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir…
Pra discernir…”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir…

com outros olhos!"

Teatro Mágico

17 de maio de 2010

Dia D

17 de Maio de 2010.

Dia Internacional da Internet, Dia internacional da Sociedade da Informação (conhecido como Dia Internacional das Telecomunicações), Dia Internacional da Hipertensão, Dia Internacional das letras galegas (nem pergunte - deve ser algo relacionado a língua galega - seja lá o que for ela) e finalmente o Dia Internacional contra a Homofobia.

Acreditam que muita gente não sabe por aí o que é homofobia? Ódio, repulsa, ou discriminação de um ser humano a outro que é homossexual. Em outras palavras, contra a homossexualidade, que leva conseqüentemente a ter-se atitudes preconceituosas e/ou discriminatórias a quem faz essa opção sexual. Muita gente tem isso.

Ah, isso é crime. A Constituição Federal diz que é "objetivo fundamental da República" (art. 3º, IV) "promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação". E quaisquer outras formas de discriminação, não discriminadas no artigo incluem orientação sexual, entre outras.

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, atualmente em tramitação no Congresso, propõe a criminalização dos preconceitos motivados pela orientação sexual do indivíduo e pela indentidade de gênero (DALHE AS MULHERES!) e com isso espera-se que o todo o Brasil, assim como já acontece no Estado de São Paulo, adote medidas práticas e mais eficientes para a proteção do ser humano independente de GÊNERO e ORIENTAÇÃO SEXUAL.

Hoje é dia D levantar uma das bandeiras que mais mata no mundo homens e mulheres independente da classe, e da pose. Homofóbicos do mundo: transformai-vos!

Vi

" Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar..."

4 de maio de 2010

desconexia

ATENÇÃO: Texto sem sentido. Aos atentos ao sentido, retirar-se do recinto. Obrigada.




pega a vióla e sai a cantar!

não toco nada e muito menos canto, mas é o tipo de coisa que as pessoas fazem no fundo pela liberdade expressa no ato; não o ato em si. é tipo ficar com a roupa molhada sabendo que ta ficando resfriada, e que poderia facilmente ir pra casa tomar um banho quente.


as vezes as pessoas só discutem pra dizerem que estão certas, sem escutar nada só pra defender seu ponto de vista até as últimas conseqüências (e burrices), independente do que é melhor, ou mais produtivo pra todo mundo. da-lhe o umbigo de cada um coçando! expressão de liberdade? vivendo e conhecendo gente que diz que sim...


mas eu penso que as vezes é bom a gente se deixar um pouco mais liberto, e não dessa forma.
só sem analisar tudo que acontece a volta e pensar dez vezes antes de fazer algo que a gente gosta. nem tudo nesse mundo tem que ter sempre a praticidade e qualidade tremenda que se deseja em todas as coisas que nos fazem sentir tranqüilidade, realização, felicidade ou paz.

ou sorrir. essa pode ser considerada A função da realidade onde alguns vivem. porque sorrir não precisa de nenhum motivo muito concreto, real, ou lógico. as vezes basta um rosto, um riso, um olhar ou um singelo pensamento sincero pra fazer aquelas covinhas chegarem as nossas bochechas. então eu sou apoiadora de se deixar mergulhar as vezes na solidão que nós apresentamos aos espelhos.. como seres sociais precisamos de gente, e antes de tudo, precisamos da gente mesmo. e é por isso que as vezes ficar sozinho também nos faz reconhecer o reflexo de forma mais inteligente, pra nos apresentarmos melhor para os outros - e para nós mesmos.

porque na realidade é pra nos apresentarmos para os outros mesmo, seres sociais lembram? nenhum ser humano se compreende, aceita e ama de forma completa. e sinceramente, eu sou aquele tipo de pessoa que apoia e aceita totalmente a falta de compreensão a nós mesmos. nós mesmos somos pessoas muito complicadas para se entender; bem mais fácil a janela do vizinho direito, e uma casa abandonada ao lado. cuidar sem ninguém pra te cuidar.


não, não. to bem por aqui. adoro vizinhos e meus espelhos, tá certo que nem sempre é reconfortante, mas definitivamente a todos é necessário!

mas não tem nada como arrumar a casa, a(s) casa(s). corações, a moradia que todo ser humano deveria ter pra si!

a vida não tem sentido. as vezes sorrimos quando perdemos porque sabíamos que íamos perder. as vezes choramos porque estamos felizes. não tem sentido. as vezes nos damos pra alguém sabendo que sempre é demais. e nos damos mesmo assim. a vida não tem sentido, amor faz. vida, não sentido; a vida NÃO tem sentido, nós - quando damos sorte - damos um sentido pra ela.


pega a vióla e sai a cantar!

27 de abril de 2010

Sobre o homem branco:

"O mundo deles é quadrado, eles moram em casas que parecem caixas, trabalham dentro de outras caixas, e para irem de uma caixa à outra, entram em caixas que andam. Eles vêem tudo separado, porque são o Povo das Caixas...."
(frase de um pajé do povo Kaingang, recolhida por Lúcia Fernanda Kaingang)

"Você vai me dizer: o índio tá falando mas é selvagem; selvagem é vocês, milhares de anos estudando e nunca aprenderam a ser civilização. Pra que você está estudando? Pra destruir a Natureza e no fim destruir a própria vida?"
(José Luiz Xavante)

"Queremos que a floresta permaneça silenciosa, que o céu continue claro, que a escuridão da noite caia realmente e que se possam ver as estrelas. As terras dos brancos estão contaminadas, estão cobertas de uma fumaça-epidemia xawara que se estendeu muito alto no peito do céu. Essa fumaça se dirige para nós, mas ainda não chega lá, pois o espírito celeste Hutukarari a repele ainda, sem descanso. Acima de nossa floresta o céu ainda é claro, pois não faz muito tempo que os brancos se aproximaram de nós. Mas bem mais tarde, quando eu estiver morto, talvez essa fumaça aumente a ponto de estender a escuridão sobre a terra e de apagar o sol. Os brancos nunca pensam nessas coisas que os xamãs conhecem, é por isso que eles não têm medo. Seu pensamento está cheio de esquecimento. Eles continuam a fixá-lo sem descanso em suas mercadorias, como se fossem suas namoradas."
(Davi Yanomami ; pajé e líder do povo Yanomami)

"Não compreendemos porque uma filha dos Kaingang precisa estudar leis escritas e aprender saberes que não são nossos. O que você precisa saber que nossos velhos não podem lhe ensinar ? O que se pode aprender de um Povo que não respeita seus anciãos e abandona suas crianças ? Para que irá um Kaingang estudar leis feitas por estranhos, leis que eles mesmos não cumprem ? Não! Nunca compreenderemos que a lei não seja conhecida por todos, porque nossas leis não são escritas, mas são cumpridas porque são sagradas."
(frase de líderes do povo Kaingang registradas em 1995 por Lúcia Kaingang, advogada indígena, quando decidiu estudar Direito)

"... a preservação da cultura indígena, em vez de barrar o progresso, como dizem alguns caçadores de índio, estará salvando nosso país da destruição de muitos valores, provocada por essa selvagem civilização tecnocrata."
(Margarida Tapeba ; professora indígena do povo Tapeba.)

SOBRE O RESPEITO:

"Em vários grupos indígenas brasileiros se encontra a visão de que é preciso 'amansar o branco', fazê-lo ver que a vida não pode fundar-se na devastação."
(Washington Novaes; jornalista)

"...há também o grave problema do relacionamento entre os índio e o elemento humano vindo de fora, isto é, o civilizado. De que forma se poderia conciliar as duas sociedades ? Uma estável, ajustada ao meio, equilibrada, apoiada em padrões culturais bem definidos; e outra adventícia, desordenada, que chega para transformar florestas em pastagens e cujos membros não mantém entre si nenhum vínculo, exceto o mesmo e constante propósito de obter lucros."
(Orlando Villas-Bôas; sertanista)


sobre o povo Guarani: "Eles são muito mais abertos do que nós para aprender as coisas dos outros, eles dialogam com a gente. O dialogo intercultural não somos nós que fazemos, são eles. Quantos de nós falamos Guarani? E quantos deles sabem português? A maioria. Eles aprendem, mas também estão escolhendo não sair do modo de vida deles. É uma escolha positiva, não é porque não saibam sair, é que não querem sair. Estes povos são exemplos pra nós de dialogo intercultural, que não e botar água no vinho e fazer uma coisa que não é nem água nem vinho. Diálogo cultural é beber água e beber vinho."
(Bartolomeu Meliá ; jesuíta)

Sobre o índio,
A COBIÇA:

"É hora de acabar com esses parasitas, uma vergonha. É hora de acabar com eles; é a hora de eliminar estas pestes. Vamos liquidar estes vagabundos."
(Antônio Mascarenhas; seringalista que participou do ataque aos índios Cinta-Larga
de Rondônia, conhecido como o "Massacre do Paralelo 11", em 1963)

"As terras já demarcadas são mais que suficientes às necessidades dessa espécie de gente, que quase nada produz."
(Oscar Castelo Branco; madereiro que comandou um ataque aos índios Tikuna do Amazonas, onde morreram 14 índios - publicado na Folha de São Paulo em abril/88)

"(...) se devia levar-lhes a varíola para acabar com eles de uma só vez, porquê a varíola é a doença mais terrível para essa gente."
(comandante do quartel de Santana dos Ferros, na Bahia, início do século XIX)

"(...) acordados a tiros e a facão nem procuram defender-se e toda heroicidade dos assaltantes consiste em cortar a carne inerme de homens acobardados pela surpresa. Depois de batidos dividem-se os despojos que são vendidos a quem mais der, entre eles troféus do combate e as crianças apresadas"
(Eduardo Hoernham; inspetor do Serviço de Proteção ao Índio, relatando o procedimento dos bugreiros, caçadores de índios contratados pelo governo de Santa Catarina para "limpar" as regiões destinadas aos assentamentos para colonos
europeus no início do século XX, 1912)

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"Você vai me dizer: o índio tá falando mas é selvagem; selvagem é vocês, milhares de anos estudando e nunca aprenderam a ser civilização. Pra que você está estudando? Pra destruir a Natureza e no fim destruir a própria vida?"
(José Luiz Xavante)

19 de abril de 2010

Pontuando.

O ponto tem algo de definitivo, marcante e seguro que eu nunca consegui ter, sempre me ative a sentimentos menos nobres e mais sinceros, meios-pés que estão sempre pisando em algum cantinho de sala, mas não soleiras inteiras. O ponto também permite que nós saibamos que podemos desfrutar intensamente de cada verbo, palavra e letra desde que lembremos que o ponto também significa ter hora e lugar pra acabar. Desfrute até o ponto. E porque o fim tem sempre que parecer algo ruim? Tão ruim assim? Ele determina o final. Ponto. E não tem porque sempre ver o final como algo tão triste, mesmo que eu concorde que ficaria muito mais bonito de lembrar se soubéssemos exatamente onde tudo termina. Aquelas tristezas profundas dariam lugar a uma tranqüilidade exorbitante que a maturidade traz pra alguns. Saber onde termina. Sem passar pelo sofrimento de reler várias vezes um mesmo parágrafo, querendo enxergar toda a pontuação que ali existe, sem aceitar a pontuação que dão a ti próprio. Ponto final.

E o ponto não é só um sinal de pontuação, ele abre e encerra ciclos como quem brinca com um coração, uma mente e algumas palavras que a gente insiste em dizer só porque acha que a hora de ponto está chegando. Nada termina antes do fim, e a gente tem o hábito desagradável de sempre esquecer desses detalhes... Não precisamos sempre fazer dos pontos que a vida nos traz, um muro de chorumelas e pranto incansável. Não precisamos sofrer muito se entendemos que o ponto vem para o bem. Se entendermos que é assim mesmo em toda parte: As pessoas chegam, e as frases começam com uma letra maiúscula, as pessoas nos conquistam, e depois do verbo a frase finalmente começa a ganhar sentido daí a gente se sente feliz por tê-las ao nosso lado e é exatamente nessa parte que as pessoas se vão e o ponto - aquele cruel e insensível - faz a sua arte mais uma vez. Canalha.

O ponto propõe o crescimento, o desapego. Simplifica e divide tudo igualmente sem complicar. Ele mata todas as reticências, noites reticentes e exclamações desenfreadas, mas um dia faz todo mundo entender que de um jeito ou de outro ele manda todo dia na vida da gente.

Tem gente que sabe ser ponto, eu ainda não sei. Me perco na beleza das reticências, na euforia da exclamação e na insegurança completa de uma interrogação! Toda reticência me faz cair nas possibilidades, e toda euforia me faz transcender onde piso, para depois voltar perguntar: Mas será que dá mesmo? Eu nunca sei. Todo o receio de uma vírgula encanta e todo novo parágrafo o pensamento afia mais, quer cortar as nossas mentes e deixar entrar tudo aquilo que se deixa pontuar. Eu ainda acho difícil deixar tudo pra trás, e botar um ponto sem reclamar um pouco. Acho ainda mais difícil botar agora uma vírgula pra dividir igualmente meu coração, botar algum limite - logo ele que sempre teve frieza e freios - e deixar-me ser fria e indiferente a tudo atrás de mim. Acho quase impossível, deixar de lado tudo que conquistei nos meus conjuntos de parágrafos que formam textos. Toda sensibilidade que me liberta e aprisiona inevitavelmente a troco de um único fim.

O problema é que eu quero sempre mais de tudo do que O tudo pode me oferecer e não termino jamais. Minhas frases são infinitas e cada uma necessita de uma explicação, sempre foi. Meu coração é transparente, sonhador e tem até asas, apesar de não ser resistente a quase nada. Apesar de ter sido resistente a quase tudo! Eu literalmente NÃO SEI e me recuso permanentemente a desistir. Me recuso a ser forte o suficiente pra dizer que é o final daquilo que eu não quero que seja finito. Não quero nenhum ponto que me limite, que me sufoque! Eu quero ter o direito, e aproveitar o direito de não saber o que dizer... De não saber o que sentir! Ou de simplesmente não saber. Ser um pouco frágil e bagunçar um pouco dentro de mim, pra só arrumar quando eu precisar. Quando eu quiser.

E que hoje eu consiga parar pra pensar e decidir com que ponto estou, em que ponto estamos. Com que ponto vamos. Pra assumir por inteira, independente do ponto!

8 de abril de 2010

Senhor

Muita coisa muda ao longo do tempo, afinal "O tempo é senhor do tempo". Podemos medir ele das mais diferentes formas, mas a humanidade nunca conseguiu controlá-lo, ao máximo, prevê-lo. Se um dia chegarmos a esse ponto, bom, se sobreviveremos a esse ponto, muitas outras coisas serão possíveis que acredito que levaremos o mundo a um lugar bem melhor do que é hoje, gente evoluindo de forma mais completa, ao invés de crescendo parado no mesmo lugar.

Acredito que seres humanos são uma das coisas mais instáveis do planeta, são em geral estremamente receptivos a influências externas fortes. Pessoas instigam pessoas, pessoas chamam pessoas, pessoas culpam pessoas, pessoas prendem pessoas, pessoas amam pessoas. Pessoas são instigadas, chamadas, culpadas, presas e amadas. Mas porquê o crescimento ainda parece algo tão difícil? Porque deixar velhos hábitos do outro é tão penoso, quando é muito mais autentico criar seus próprios, quando é um tanto mais natural quando vem de dentro? Como dizia uma propaganda antiga de tv "Algumas pessoas crescem, outras evoluem". Algumas pessoas evoluem por meio outras, outras pessoas evoluem por si mesmas. Acho que o segredo é algo parecido com evoluir para os outros, mas em benefício próprio.

Tem gente que chama os outros na esperança de que não fique sozinho na sua (já antiga) linha e tem os que chamam os outros porque sabem vão ficar além sozinhos, erráticos. Há os que culpam os outros por não terem ainda capacidade de se olhar de frente e assumir seus erros - frente a quem se prejudicou, e principalmente frente a si mesmo como prejudicado. Tem gente que prende os outros por não se gostar e assim duvidar que o outro goste também, que prende pra deixar mais seguro e para preservar a vida do outro, para preservar a si mesmo de sofrimento. Só não vê que é morte lenta e decadente pra qual quer-se levar a humanidade, ninguém que preserva pássaros livres dentro de uma gaiola os têm por muito tempo, ou eles fogem, ou morrem. Pessoas são amadas, e tem tanto medo disso que arrajam desculpas pra não se entregar, e viver com a segurança instável que é amar, e pra não aprender a respirar por meio disso também. Pra não deixar o pássaro no ar consigo, pra voar sozinho e não ter que se preocupar com ninguém. Pra sofrer sozinho e não sentir culpa. Pra deixar só a parte bela fazer parte do todo. Pra amar sozinho e não sofrer o amar de alguém. Pra amar sozinho, e se deixar estar sozinho.

É o medo da responsabilidade, é o medo de ser responsável por tudo aquilo que acontece de bom, e de ruim. É quando ver evoluir, sorrir, e saber que só foi possível graças ao teu esforço, ao teu bem, ao teu amor, e amado. É quando ver ruir, ver tudo que tentou perder a base, e todo tempo que investiu, ver perdido.

Tempo não se perde, se ganha. Quando a gente diz que perde, a gente mostra que não aprendeu nada com o que se viveu. Todo mundo cai, de joelhos, de cabeça, de costas. Tem gente que cai de pé (sorte desses). Mas a gente só vai saber como se equilibrar, quando conhecermos o que queremos controlar por inteiro e tivermos caído uma vez pra saber como é. O tempo É senhor do tempo, mas nunca custa ficar de olho nele pra não perder o trem, e dizer que ele não passou na estação.

6 de abril de 2010

Ordem e progresso!

Desenhe a bandeira do Brasil:



Bem que sabe o desenhista.

5 de abril de 2010

Quando bate forte.

Quando a gente ama de verdade, não dá, a gente sempre sente aquele medo de perder o receptor do amor, a quem se ama. Sente tanta raiva quando briga, porque quando se está junto o melhor é aproveitar o amor, companheirismo, sinceridade e cumplicidade que existe a dois. E quando surge a oportunidade propícia para mostrar mais o que sentimos, aproveitamos, queremos mostrar que o amor que sentimos é o "maior do mundo" - ou pelo menos achamos que é o do nosso mundo.

Queremos sempre ajudar, e por vezes nesse intuito passamos do limite porque achamos ter condição de fazer a pessoa enxergar algo que vemos... Mas as vezes simplesmente não adianta, continuamos sendo seres humanos que não aprendem tanto com os erros dos outros, e sim com os próprios. Gostamos sim de receber flores, mas ainda mais de dar e ver aquele sorriso surpreso e feliz de quem amamos. De dar aquele abraço apertado e do sorriso sem jeito.

A dois as brigas vem... e vão embora. As vezes persistem, outras desistem, afinal... Cada caso é um caso. Não posso sair generalizando relacionamentos por aí, afinal se eu soubesse a solução de todos eu não estaria aqui. Eu estaria rica.

Mas acho que a DOIS, o que se gosta mesmo, é amar. Amar pode ser em silêncio, a gritos, em filmes calmos em camas quentes ou festas cheias de música e histórias pra contar. Amar vem devagar, antes de apressar o passo como quem vence uma corrida. Toca como um brisa leve, e pode causar estrago como a folha de caderno que corta o dedo. Ele constrói dinastias e tradições, e deixa todas de lado quando ama, as tradições não interessam e as dinastias vão superar. Amar é o que interessa. Ele destrói ditaduras e afoga algumas ditas 'civilizações' do mundo moderno, mulher em casa com a comida pronta, mulher não pode votar, mulher tem que criar os filhos em casa. O que não faz o amor... amor às nossas mulheres, amor aos filhos destas, amor à luta, amor à vitória! O amor acha mesmo civilizado, é amar.

22 de março de 2010

Ao todo

Possibilidades.

"Suas ações, são a semente da fé".

16 de março de 2010

Certeza(s)

Tanta coisa na vida e tão poucas são as que a gente tem certeza. Aquelas que a gente pode olhar no espelho e dizer: Eu tenho certeza que você é o cara. Você é que vai me fazer feliz, e melhor. Po, eu sabia que tu ia vir, tava sentindo, eu previa! HA! Isso é raro. Na realidade isso poderia ser considerado uma sátira exorbitante da realidade visto que são poucas, raras, e valiosas as certezas que temos na vida. Nós vamos morrer, disso sabemos. Mas que outras certezas temos? Vamos continuar estudando, vamos continuar no emprego de sucesso, no fim do próximo mês vamos receber o dinheiro tão esperado, as pessoas que nos amam vão continuar nos amando, e todos sobreviverão o suficiente pra viver de fato? Vamos continuar vivos? Não sabemos. Vamos morrer essa é a maior verdade que existe. Então aproveitemos o tempo, os sorrisos, as oportunidades porque uma das poucas coisas certas na vida é que enquanto estiver vivos, teremos a oportunidade de mudar sim as coisas!

10 de março de 2010

Ninguém sabe.

Será que existe? Tem um monte de coisas que ninguém sabe se existe. Deus é uma dessas coisas que ninguém sabe se existe, mas tem pessoas que alegam sentir A sua presença, que nem a gente sente o amor. Com todo o respeito que nutro aos ditos fervorosamente religiosos, eu também já tive a impressão que uma pessoa tinha falado comigo, quando na realidade estava em silêncio. Já tive a impressão que um 'certo alguém' estava pensando em mim, quando na realidade estava era falando no celular sobre uma coisa coisa nada a ver comigo. Eu é que estava pensando nela.

O amor também uma dessas coisas que ninguém sabe se existe, mas ao contrário de Deus, eu afirmo que ele existe. É ele que faz com que nós enchamos de palavras amigas e preocupadas nossos entes e amigos queridos. É ele que faz com que façamos esforços (gratuitos) que as vezes não faríamos por nós mesmos, e ainda achar o saldo final positivo. Faz com que cometamos loucuras de felicidade em tempos de guerra e sangria acelerada!

Tem gente que diz que tudo isso está relacionado a Deus, os homens não tem vontade, o amor É Deus! É a mão divina! (e hajam mãos para 6 bilhões de cabeças cheias de problemas para resolver...) Mas eu acredito na vontade dos homens, ou melhor ainda, para alguns sexistas de plantão: Na força de vontade do ser humano.

O amor é que faz com que agente acorde no meio da noite escura e fique a olhar para quem dorme ao lado. Pode ser amiga, namorado, esposo, pai, mãe, ou filho. Que faz agente aguentar levantar no outro dia ainda mais cansado, por aquele olhar que durou instantes e que nós guardamos pra sempre. Que faz agente, apesar de cansados, tirar os tênis da filha ou do filho para dormir. Isso não pode ser Deus, agindo pelos milhões de pais ainda vivos. Deus tem muitas vidas pra salvar, guerras pra parar, e pessoas pra descer no elevador pra se preocupar exclusivamente com algo como tirar os tênis de alguém. Até Deus tem que ter prioridades, falo sério. Se isso for Deus, volto a dizer que ele é um cara barbudo e malvado que tem paper view prived da desgraça alheia na suíte presidencial do céu. Acho que a gente que é que dá amor à Deus, e não o contrário. A gente dá amor ao que a gente acredita, e agente acredita em quem a gente ama.

Isso é amor: uma coleção de sentimentos que por tanto não existirem, implodem, explodem, e só então, externa-se. Isso é amor. Deus? Deus está de férias há aproximadamente 2000 anos. A terra já existe há 4,5 bilhões de anos, e vocês não ficaram sabendo? Babado forte lá em cima. Não faz muito, ele perdeu seu único filho. Com todo o respeito, ainda não deu pra recuperar.

9 de março de 2010

Dentinhos da nina.

De repente a gente cega no super e vê ao invés de luz no teto, por todo corredor, ovos de chocolate. Ovos recheados da delícia de cacau e besteiras que o resultado é cho-co-la-te. Vocês já viram aquele filme? "Chocolate"? Se não viram, não vejam! É tentação demais para um corpitcho que não pode aumentar. Dá vontade de ENTRAR dentro do filme. COMER o set. A Páscoa chegou e Uh! É mais um motivo pra entristecer... Alguém já parou pra reparar como Kinder Ovo era barato e como a gente paga uma fortuna agora? Pra quem tem dinheiro pra comprar, óbvio. O que não é meu caso. Mas vamos ver pelo lado positivo, eu não estou alimentando a indústria capitalista que incentiva o lado mais consumista de grande parte das mulheres. Oba! Vou de leve que o João não é de Barro. (e o banco não tem cash)

Vocês acreditavam em coelhinho da páscoa? Eu nunca acreditei muito. Eu já tive uma coelha, e o nome dela era Nina. A Nina era bem maltratada pela minha irmã (que gostava de dormir em cima dela, como se ela fosse travesseiro) e a pequena coelhinha era muito sapéca, adorava comer os fios de trás do som do meu pai. Claro que da terceira vez que ela fez isso, ela foi doada para uns amigos da família que tinham um sítio pra fora, onde ela seria feliz e poderia roer com mais liberdade. Enfim o foco é que eu sempre tive grande dificuldade em ver que a minha coelha, tivesse um semelhante que produzisse ovos de chocolate. Que seilá fosse dono de uma fábrica com galinhas que fazem isso... que merda. Se ele fazia, porque a Nina não fazia também? Porque ela era menina? O mundo é injusto. Não entendia, não entendia, que merda. Eu sempre cheguei mais perto de acreditar em papai noel, e que mesmo assim, nunca foi lá muito convincente, mas serviu até os meus.. 7, 8 anos. O mais triste é crescer e observar de forma latente que essas datas existem na realidade para estimular o superconsumo de uma sociedade em crise, para estimular e fazer render mais a economia já desenvolvida.

E só pensando de novo... Cho-co-la-te. Pra quê tudo isso? E outra, nunca escutei ninguém falando a idade do coelhinho da páscoa (mistério...), o papi Noel todo mundo sabe que é velho (aliás, e já é velho há MUITO tempo, não deveria estar morto? Filhos, passar pra frente o legado de distribuir presentes, não existe hein?) o coelhinho da páscoa tem um jeito tão jovial... meio estranho pra quem admnistra uma fábrica de ovos de chocolate a preços exorbitantes. Feliz data de comprar chocolate para todo mundo (se você tem dinheiro!).

5 de março de 2010

Educai-nos

Depois que se toma escrever como um hábito é incrível como ficar algum tempo sem preencher linhas de conhecimento (independente de útil) me deixa louca por dentro. Há tanto pra colocar pra fora, a explanar sobre páginas e páginas e páginas... Aliás no mundo de hoje, que coisa antiquada (ainda usa-se trema?). A história de escrever em cadernos, folhas, guardanapos de restaurante. Pra que, com o "blackbarry" (pra quem tem, obviamente) tão a mão? Podem dizer antiquada, mas uma luzinha não tem o mesmo sabor da caneta macia deslizando sobre a folha, o ruído, o sentimento, o desenvolvimento do pensamento em todo o seu processo sem apressar nada. Manuscrever, escrever a mão um pouco dos nossos sorrisos e tragédias, com espaço pra cada sentimento. Já tentaram imaginar carta de amor digitada no computador, entregue impressa sem ao menos a assinatura daquele que a manda? Da-lhe a praticidade. Nunca recebi uma, mas posso imaginar o gosto de papel machê que depois de botar na boca, gruda na garganta... Não desce.

Então escrever pode ser um ato de amor, ou de ódio. Reflexão, planejamento ou arrependimento. Raiva, carinho ou medo. Entre outros motivos que eu não me lembro. O certo é que todo texto, sem sombra de dúvida, carrega consigo sentimento. Os sentimentos de quem escreve, os sentimentos de quem lê. Carrega o pensamento do leitor, por que absorveu o projeto de idéia que autor tentava passar... quem lê leva isso guardado, como uma semente. E que quando necessária a informação, o alarme pisca, aqui tem semente, informação, conhecimento pra encher a estante. O autor tenta passar o que quer mesmo que por vezes já tenha a idéia pronta. Apesar de as vezes não ter idéia do que virá na linha seguinte. O autor tenta passar o que quer, apesar do que ele quer e o que vai conseguir - sabe-se - que são diferentes. Diga A. Se a pessoa ao lado escutar o tom alfabetístico no qual falaste, automaticamente ela responde B, e assim por diante... O autor dá um texto. Que nem redação no vestibular... Um tema. Um texto que discorre sobre o assunto e conclui uma idéia. Com certeza o que o autor quis passar com o texto - em exato - não foi o que você acabou entendendo - em exato. Você continua o raciocínio, nada mais natural. Se não, ao dissertar uma redação ou comentar com alguém sobre o texto o qual lestes serias igual ao autor, serias O autor. Todos nós ao comentar um texto, aproveitamos a oportú pra darmos o nosso pitaco básico, sobre o que nós lemos e mais ainda, sobre o que NÓS concluímos, acrescentarmos as NOSSAS experiências, e as NOSSAS burrices.

Muitos textos os quais li, encontram-se em caráter de conselho para instigar o leitor a pensar. Adoro esses! Sempre parecem que tem algo da gente, algo de escondido e secreto que parece que ninguém mais no mundo sente. E quando a gente encontra alguém que sente, aaaah, que sensação de 'eu não sou o único estranho' boa (ou sou só eu que me sinto as vezes a única estrana? enfim)! O certo é que as sementes plantadas florescem, crescem, se unem com outras árvores e formam uma cortina de conhecimento que impede que a manipulação do que está a nossa volta passe. Isso se chama: esforço para ser uma pessoa mais inteligente. O que pode ser traduzido para alguns como prazer, como é pra mim, pra relaxar antes de dormir eu leio. Apesar de livros mais pesados, ou substancialmente necessários para os estudos serem em cima da mesa ou durante o dia, nunca na hora de dormir! A cortina serve como filtro, pra deixar desenvolver o que é importante, e o que não é deixar pra lá. E sem desmerecer as coisas boas da vida, as pequenas! Elas são fundamentais pra o desenvolvimento do todo (que nem as formigas!). É por isso que na pesquisa mostrada ontem no JN que o valor que as pessoas acham mais importante que cresça no Brasil, é a Educação! Leitura, conhecimento e inclusão social! Ler livros, fazer livros, sentir livros. Reproduzir sentimentos! Reproduzir educação! Eduquem-se, educo-me, educamo-nos! "O mundo não é, o mundo está sendo" (Paulo Freire) A gente tem que plantar, e isso, é certo.

*só pra constar, texto escrito a mão com prazer! Livro educador, ser humano educando, livro educando já que ser humano educa-o. Bom final da semana pra todos!

3 de março de 2010

Einsten

O átomo. Quem diria que a simples genialidade de um ser humano - combinado à curiosidade e determinação óbvia - desencadearia indiretamente o homicídio de milhares de pessoas? (vide as bombas atômicas em hiroxima e nagasaki em 1945, onde morreram aproximadamente 180 mil pessoas). Conhecimento. Uma benção, ou uma arma? Depende de quem o detém. E como escolher os detentores de tamanho poder? Conhecimento? Afinal, é um direito de todos, que deve ser de acesso universal (e nesses momentos a realidade inebria muitos rostos de tristeza, dentre os quais me incluo). Não pelo apego ao conhecimento, mas pelo seu melhor uso. Tudo pela falha na cadeia de ação-reação gerada pela realidade que nos cerca.

O raciocínio começou da seguinte forma: Em uma aula, a seguinte questão foi colocada, tendo como base a Revolução Industrial, surge a dúvida diante do crescimento tecnológico, o impacto ambiental. Valeu a pena? Coloquemos o seguinte. Sem a Revolução Industrial dificilmente o ser humano teria notado de fato o quão prejudicial é sua atitude em relação à natureza. Claro que é possível que através de outros desenvolvimentos naturais - e mais lentos - que o ser humano viesse a notar a destruição evidente, e logo massiva, que ocorreria. Mas logicamente, não foi o que aconteceu. O lançame nto a ser colocado é - apesar de difícil - passível de entendimento. No século XVIII o conhecimento sobre danos permanentes eram obviamente menores, se não insignificantes, visto que nem todo o mundo havia sido "descoberto" ou "explorado". O que cutuca - que é na realidade a pergunta em si - é saber porque ao estudos serem concluídos, margens negativas sobre a sobrevivência da natureza - e do ser humano nela - serem definitivos e já irrefutáveis a não ser para pior, a evidência do super aquecimento global atingir tudo que há de vivo na terra, não foram tomadas atitudes concretas?

A esperança do mundo moderno, nasceu e morreu em Conpenhage, uma das maiores frustrações políticas, sociais e ambientais que o mundo já teve a tristeza de presenciar. A consciência neste caso, aparece como uma coisa m uito bonita! Não faz nada, não move nada, não muda nada. Os maiores produtores dos poluentes que assolam a nossa atmosfera, continuam a produzir, e os maiores queimadores da nossa terra continuam a vendê-la ao capital estrangeiro. Todos sabem que podem sair a pé, e gastar um pouco menos no final do mês, mas se gastarem menos, vão sentir necessidade de trabalhar menos também e assim fazem a roda do capitalismo girar mais lentamente. Há uma necessidade do sistema que o consumo SEJA exagerado, descontrolado, e manipulado por eles, os que detém os meios de produção e controle do Estado. Conpenhage, mais do que nunca é um exemplo do sistema que presenciamos. Dinheiro antes de caráter, luxúria antes de amor, consumo antes de vida e tiros antes de abraços.

"SE O CLIMA FOSSE UM BANCO, ELE TERIA SIDO SALVO!"
Foto da Vereadora pelo PSOL/RS, Fernanda Melchionna, que foi a Conpenhage entregar as 50 propostas do PSOL para um mundo - e meio ambiente - melhor.

25 de fevereiro de 2010

Guarde para os dias de chuva.

Café, e belos filmes pra harmonizar um quê que falta no dia. Chegar em casa, botar os pés pra cima e ahhhhhh relaxar toda a inutilidade agradável do que nos cerca... Só pelo prazer de curtir o momento. Aliás, no momento, esperando uma bela lasanha ficar pronta, junto com umas linhas de raciocínio e conclusões errôneamente legais. Elas sempre nos fazem muito bem....

"Na frente está o alvo que se arrisca pela linha
Não é tão diferente do que eu já fui um dia
Se vai ficar, se vai passar, não sei
E num piscar de olhos lembro tanto que falei, deixei, calei
E até me importei mas não tem nada, eu tava mesmo errada
Cada um em seu casulo, em sua direção, vendo de camarote a novela da vida alheia
Sugerindo soluções, discutindo relações
Bem certos que a verdade cabe na palma da mão
Mas isso não é uma questão de opinião
Mas isso não é uma questão de opinião
E isso é só uma questão de opinião..."
(Teto de vidro-Pitty)

18 de fevereiro de 2010

Desistir é o nome do esporte.

"Muito trabalho pra nada. Pra que se incomodar? Deixa pra lá".

Quem já não ouviu pelo menos uma vez isso da boca de alguém? Quem próprio nunca pensou que se movimentar para alcançar algo era incerto demais para valer a pena?

Estamos sempre escolhendo. Desde o momento que acordamos, a forma de levantar, que roupa usar, a cor da roupa que se vai usar, o que comer no café da manhã? Escolhemos o horário de sair de casa, se vamos dar bom dia ou não para aquele moço muito simpático da padaria. E observamos tudo, tudo que se estende pelo redoma que formamos a nossa volta... Sentar na frente da televisão e aceitar o horror que deixamos o "rumo dos acontecimentos" levarem e destruirem tudo por si só. Desistir é o nome do esporte, paramos antes mesmo de tentarmos, e depois não custa lamentar o mal curso natural dos acontecimentos. Eu não podia fazer nada mesmo. Síndrome de vítima.

Sempre parece incerto demais. Jogar nunca é garantia de ganhar, assim como correr não é garantia de chegar a tempo... Porém todos aqueles que já venceram, só o fizeram, porque tentaram. Desistir é o novo lema que nós absorvemos dentro da sociedade, pra quê correr o risco? Aqui está muito confortável mesmo. Esquecemo-nos que poderia ser muito melhor se quisessemos investir na tentativa, o ganho seria inenarrável dentro da mente das pessoas... Um outro mundo É possível!! Mas assim o mundo gira, e tudo permanece no mesmo pé que desce a lomba pra ir cada vez mais fundo, e fundo, e fundo...

Todo dia temos que passar alguém pra trás, desistir começa aí. A gente está sempre disputando, a última blusa da loja, a melhor vaga pra estacionar, quem vai sentar na última cadeira do ônibus? uma vaga de emprego, um lugar na fila, e na vida. Já pensou se desistisse toda vez que se pensa que em uma entrevista há outros candidatos muito mais qualificados que tu? E se todo eles, como tu, também pensassem isso? Não haveria candidatos para a vaga já que todos desistiram de tentar. Desistir é largar de mão as oportunidades e deixar pra lá o que poderia muito bem dar certo, largar de mão a chance da consciência perfeitamente tranqüila antes de dormir, a benção de poder pensar "Eu fiz tudo que eu podia".

Hoje é uma maratona que temos que nos esforçar todo dia pra vencer, a prova é no cansaço, quem vai desistir primeiro? É uma prova de resistência, onde o nome do filme "alguém tem que ceder" é perfeitamente válido. Levar adiante comigo, e repassar a todo instante que luta-se pra construir desse um mundo de desistência, a vitória da classe desistora, não em mundo de abutres lutando pelo mesmo pedaço de carne podre. Resistir siempre, mantener la fuerza y nunca rendirse. La victoria es posible, unidos ganamos, esto!