17 de maio de 2010
4 de maio de 2010
desconexia
ATENÇÃO: Texto sem sentido. Aos atentos ao sentido, retirar-se do recinto. Obrigada.
pega a vióla e sai a cantar!
não toco nada e muito menos canto, mas é o tipo de coisa que as pessoas fazem no fundo pela liberdade expressa no ato; não o ato em si. é tipo ficar com a roupa molhada sabendo que ta ficando resfriada, e que poderia facilmente ir pra casa tomar um banho quente.
as vezes as pessoas só discutem pra dizerem que estão certas, sem escutar nada só pra defender seu ponto de vista até as últimas conseqüências (e burrices), independente do que é melhor, ou mais produtivo pra todo mundo. da-lhe o umbigo de cada um coçando! expressão de liberdade? vivendo e conhecendo gente que diz que sim...
mas eu penso que as vezes é bom a gente se deixar um pouco mais liberto, e não dessa forma.
pega a vióla e sai a cantar!
não toco nada e muito menos canto, mas é o tipo de coisa que as pessoas fazem no fundo pela liberdade expressa no ato; não o ato em si. é tipo ficar com a roupa molhada sabendo que ta ficando resfriada, e que poderia facilmente ir pra casa tomar um banho quente.
as vezes as pessoas só discutem pra dizerem que estão certas, sem escutar nada só pra defender seu ponto de vista até as últimas conseqüências (e burrices), independente do que é melhor, ou mais produtivo pra todo mundo. da-lhe o umbigo de cada um coçando! expressão de liberdade? vivendo e conhecendo gente que diz que sim...
mas eu penso que as vezes é bom a gente se deixar um pouco mais liberto, e não dessa forma.
só sem analisar tudo que acontece a volta e pensar dez vezes antes de fazer algo que a gente gosta. nem tudo nesse mundo tem que ter sempre a praticidade e qualidade tremenda que se deseja em todas as coisas que nos fazem sentir tranqüilidade, realização, felicidade ou paz.
ou sorrir. essa pode ser considerada A função da realidade onde alguns vivem. porque sorrir não precisa de nenhum motivo muito concreto, real, ou lógico. as vezes basta um rosto, um riso, um olhar ou um singelo pensamento sincero pra fazer aquelas covinhas chegarem as nossas bochechas. então eu sou apoiadora de se deixar mergulhar as vezes na solidão que nós apresentamos aos espelhos.. como seres sociais precisamos de gente, e antes de tudo, precisamos da gente mesmo. e é por isso que as vezes ficar sozinho também nos faz reconhecer o reflexo de forma mais inteligente, pra nos apresentarmos melhor para os outros - e para nós mesmos.
porque na realidade é pra nos apresentarmos para os outros mesmo, seres sociais lembram? nenhum ser humano se compreende, aceita e ama de forma completa. e sinceramente, eu sou aquele tipo de pessoa que apoia e aceita totalmente a falta de compreensão a nós mesmos. nós mesmos somos pessoas muito complicadas para se entender; bem mais fácil a janela do vizinho direito, e uma casa abandonada ao lado. cuidar sem ninguém pra te cuidar.
não, não. to bem por aqui. adoro vizinhos e meus espelhos, tá certo que nem sempre é reconfortante, mas definitivamente a todos é necessário!
porque na realidade é pra nos apresentarmos para os outros mesmo, seres sociais lembram? nenhum ser humano se compreende, aceita e ama de forma completa. e sinceramente, eu sou aquele tipo de pessoa que apoia e aceita totalmente a falta de compreensão a nós mesmos. nós mesmos somos pessoas muito complicadas para se entender; bem mais fácil a janela do vizinho direito, e uma casa abandonada ao lado. cuidar sem ninguém pra te cuidar.
não, não. to bem por aqui. adoro vizinhos e meus espelhos, tá certo que nem sempre é reconfortante, mas definitivamente a todos é necessário!
mas não tem nada como arrumar a casa, a(s) casa(s). corações, a moradia que todo ser humano deveria ter pra si!
a vida não tem sentido. as vezes sorrimos quando perdemos porque sabíamos que íamos perder. as vezes choramos porque estamos felizes. não tem sentido. as vezes nos damos pra alguém sabendo que sempre é demais. e nos damos mesmo assim. a vida não tem sentido, amor faz. vida, não sentido; a vida NÃO tem sentido, nós - quando damos sorte - damos um sentido pra ela.
a vida não tem sentido. as vezes sorrimos quando perdemos porque sabíamos que íamos perder. as vezes choramos porque estamos felizes. não tem sentido. as vezes nos damos pra alguém sabendo que sempre é demais. e nos damos mesmo assim. a vida não tem sentido, amor faz. vida, não sentido; a vida NÃO tem sentido, nós - quando damos sorte - damos um sentido pra ela.
pega a vióla e sai a cantar!
27 de abril de 2010
Sobre o homem branco:
"O mundo deles é quadrado, eles moram em casas que parecem caixas, trabalham dentro de outras caixas, e para irem de uma caixa à outra, entram em caixas que andam. Eles vêem tudo separado, porque são o Povo das Caixas...."
(frase de um pajé do povo Kaingang, recolhida por Lúcia Fernanda Kaingang)
"Você vai me dizer: o índio tá falando mas é selvagem; selvagem é vocês, milhares de anos estudando e nunca aprenderam a ser civilização. Pra que você está estudando? Pra destruir a Natureza e no fim destruir a própria vida?"
(José Luiz Xavante)
"Queremos que a floresta permaneça silenciosa, que o céu continue claro, que a escuridão da noite caia realmente e que se possam ver as estrelas. As terras dos brancos estão contaminadas, estão cobertas de uma fumaça-epidemia xawara que se estendeu muito alto no peito do céu. Essa fumaça se dirige para nós, mas ainda não chega lá, pois o espírito celeste Hutukarari a repele ainda, sem descanso. Acima de nossa floresta o céu ainda é claro, pois não faz muito tempo que os brancos se aproximaram de nós. Mas bem mais tarde, quando eu estiver morto, talvez essa fumaça aumente a ponto de estender a escuridão sobre a terra e de apagar o sol. Os brancos nunca pensam nessas coisas que os xamãs conhecem, é por isso que eles não têm medo. Seu pensamento está cheio de esquecimento. Eles continuam a fixá-lo sem descanso em suas mercadorias, como se fossem suas namoradas."
(Davi Yanomami ; pajé e líder do povo Yanomami)
"Não compreendemos porque uma filha dos Kaingang precisa estudar leis escritas e aprender saberes que não são nossos. O que você precisa saber que nossos velhos não podem lhe ensinar ? O que se pode aprender de um Povo que não respeita seus anciãos e abandona suas crianças ? Para que irá um Kaingang estudar leis feitas por estranhos, leis que eles mesmos não cumprem ? Não! Nunca compreenderemos que a lei não seja conhecida por todos, porque nossas leis não são escritas, mas são cumpridas porque são sagradas."
(frase de líderes do povo Kaingang registradas em 1995 por Lúcia Kaingang, advogada indígena, quando decidiu estudar Direito)
"... a preservação da cultura indígena, em vez de barrar o progresso, como dizem alguns caçadores de índio, estará salvando nosso país da destruição de muitos valores, provocada por essa selvagem civilização tecnocrata."
(Margarida Tapeba ; professora indígena do povo Tapeba.)
SOBRE O RESPEITO:
"Em vários grupos indígenas brasileiros se encontra a visão de que é preciso 'amansar o branco', fazê-lo ver que a vida não pode fundar-se na devastação."
(Washington Novaes; jornalista)
"...há também o grave problema do relacionamento entre os índio e o elemento humano vindo de fora, isto é, o civilizado. De que forma se poderia conciliar as duas sociedades ? Uma estável, ajustada ao meio, equilibrada, apoiada em padrões culturais bem definidos; e outra adventícia, desordenada, que chega para transformar florestas em pastagens e cujos membros não mantém entre si nenhum vínculo, exceto o mesmo e constante propósito de obter lucros."
(Orlando Villas-Bôas; sertanista)
sobre o povo Guarani: "Eles são muito mais abertos do que nós para aprender as coisas dos outros, eles dialogam com a gente. O dialogo intercultural não somos nós que fazemos, são eles. Quantos de nós falamos Guarani? E quantos deles sabem português? A maioria. Eles aprendem, mas também estão escolhendo não sair do modo de vida deles. É uma escolha positiva, não é porque não saibam sair, é que não querem sair. Estes povos são exemplos pra nós de dialogo intercultural, que não e botar água no vinho e fazer uma coisa que não é nem água nem vinho. Diálogo cultural é beber água e beber vinho."
(Bartolomeu Meliá ; jesuíta)
Sobre o índio,
A COBIÇA:
"É hora de acabar com esses parasitas, uma vergonha. É hora de acabar com eles; é a hora de eliminar estas pestes. Vamos liquidar estes vagabundos."
(Antônio Mascarenhas; seringalista que participou do ataque aos índios Cinta-Larga
de Rondônia, conhecido como o "Massacre do Paralelo 11", em 1963)
"As terras já demarcadas são mais que suficientes às necessidades dessa espécie de gente, que quase nada produz."
(Oscar Castelo Branco; madereiro que comandou um ataque aos índios Tikuna do Amazonas, onde morreram 14 índios - publicado na Folha de São Paulo em abril/88)
"(...) se devia levar-lhes a varíola para acabar com eles de uma só vez, porquê a varíola é a doença mais terrível para essa gente."
(comandante do quartel de Santana dos Ferros, na Bahia, início do século XIX)
"(...) acordados a tiros e a facão nem procuram defender-se e toda heroicidade dos assaltantes consiste em cortar a carne inerme de homens acobardados pela surpresa. Depois de batidos dividem-se os despojos que são vendidos a quem mais der, entre eles troféus do combate e as crianças apresadas"
(Eduardo Hoernham; inspetor do Serviço de Proteção ao Índio, relatando o procedimento dos bugreiros, caçadores de índios contratados pelo governo de Santa Catarina para "limpar" as regiões destinadas aos assentamentos para colonos
europeus no início do século XX, 1912)
-
"Você vai me dizer: o índio tá falando mas é selvagem; selvagem é vocês, milhares de anos estudando e nunca aprenderam a ser civilização. Pra que você está estudando? Pra destruir a Natureza e no fim destruir a própria vida?"
(José Luiz Xavante)
19 de abril de 2010
Pontuando.
O ponto tem algo de definitivo, marcante e seguro que eu nunca consegui ter, sempre me ative a sentimentos menos nobres e mais sinceros, meios-pés que estão sempre pisando em algum cantinho de sala, mas não soleiras inteiras. O ponto também permite que nós saibamos que podemos desfrutar intensamente de cada verbo, palavra e letra desde que lembremos que o ponto também significa ter hora e lugar pra acabar. Desfrute até o ponto. E porque o fim tem sempre que parecer algo ruim? Tão ruim assim? Ele determina o final. Ponto. E não tem porque sempre ver o final como algo tão triste, mesmo que eu concorde que ficaria muito mais bonito de lembrar se soubéssemos exatamente onde tudo termina. Aquelas tristezas profundas dariam lugar a uma tranqüilidade exorbitante que a maturidade traz pra alguns. Saber onde termina. Sem passar pelo sofrimento de reler várias vezes um mesmo parágrafo, querendo enxergar toda a pontuação que ali existe, sem aceitar a pontuação que dão a ti próprio. Ponto final.
E o ponto não é só um sinal de pontuação, ele abre e encerra ciclos como quem brinca com um coração, uma mente e algumas palavras que a gente insiste em dizer só porque acha que a hora de ponto está chegando. Nada termina antes do fim, e a gente tem o hábito desagradável de sempre esquecer desses detalhes... Não precisamos sempre fazer dos pontos que a vida nos traz, um muro de chorumelas e pranto incansável. Não precisamos sofrer muito se entendemos que o ponto vem para o bem. Se entendermos que é assim mesmo em toda parte: As pessoas chegam, e as frases começam com uma letra maiúscula, as pessoas nos conquistam, e depois do verbo a frase finalmente começa a ganhar sentido daí a gente se sente feliz por tê-las ao nosso lado e é exatamente nessa parte que as pessoas se vão e o ponto - aquele cruel e insensível - faz a sua arte mais uma vez. Canalha.
O ponto propõe o crescimento, o desapego. Simplifica e divide tudo igualmente sem complicar. Ele mata todas as reticências, noites reticentes e exclamações desenfreadas, mas um dia faz todo mundo entender que de um jeito ou de outro ele manda todo dia na vida da gente.
Tem gente que sabe ser ponto, eu ainda não sei. Me perco na beleza das reticências, na euforia da exclamação e na insegurança completa de uma interrogação! Toda reticência me faz cair nas possibilidades, e toda euforia me faz transcender onde piso, para depois voltar perguntar: Mas será que dá mesmo? Eu nunca sei. Todo o receio de uma vírgula encanta e todo novo parágrafo o pensamento afia mais, quer cortar as nossas mentes e deixar entrar tudo aquilo que se deixa pontuar. Eu ainda acho difícil deixar tudo pra trás, e botar um ponto sem reclamar um pouco. Acho ainda mais difícil botar agora uma vírgula pra dividir igualmente meu coração, botar algum limite - logo ele que sempre teve frieza e freios - e deixar-me ser fria e indiferente a tudo atrás de mim. Acho quase impossível, deixar de lado tudo que conquistei nos meus conjuntos de parágrafos que formam textos. Toda sensibilidade que me liberta e aprisiona inevitavelmente a troco de um único fim.
O problema é que eu quero sempre mais de tudo do que O tudo pode me oferecer e não termino jamais. Minhas frases são infinitas e cada uma necessita de uma explicação, sempre foi. Meu coração é transparente, sonhador e tem até asas, apesar de não ser resistente a quase nada. Apesar de ter sido resistente a quase tudo! Eu literalmente NÃO SEI e me recuso permanentemente a desistir. Me recuso a ser forte o suficiente pra dizer que é o final daquilo que eu não quero que seja finito. Não quero nenhum ponto que me limite, que me sufoque! Eu quero ter o direito, e aproveitar o direito de não saber o que dizer... De não saber o que sentir! Ou de simplesmente não saber. Ser um pouco frágil e bagunçar um pouco dentro de mim, pra só arrumar quando eu precisar. Quando eu quiser.
E que hoje eu consiga parar pra pensar e decidir com que ponto estou, em que ponto estamos. Com que ponto vamos. Pra assumir por inteira, independente do ponto!
Assinar:
Postagens (Atom)